terça-feira, 19 de agosto de 2014

Giselle

     Giselle, dançado ao som de músicas familiares pelo balé francês e compositor de ópera Adolphe Adam, é balé da Era Romântica primeiro dançado em Paris in 1840. É um dos poucos balés dessa tradição que ainda apresentado nos palcos, dançado em tutu romântico.
     A versão que vemos hoje não é muito semelhante à original, onde a mais famosa dançarina da época, Fanny Essler tinha cena louca lírica no final do primeiro ato. A morte de Giselle no primeiro ato foi adaptado por um ataque do coração, pois em sua primeira apresentação, Giselle se suicidava com uma espada. Essa primeira versão causou choque na época, por essa razão foi feita a mudança. Giselle saiu do repertório europeu até que foi revivido por Sergei Diaghilev in 1910, uma surpreente mudança de ritmo para o balé russo de vanguarda. O papel de Giselle é um dos mais procurados no balé, já que exige tanto perfeição técnica quanto excelente graça e lirismo. Várias das mais habilidosas dançarinas representaram esse papel incluindo Svetlana Zakharova, Natalia Osipova, Aurea Hammerli, Ana Botafogo, Cecília Kerche, Carlotta Grisi (para quem Théophile Gautier criou o papel), Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Cynthia Gregory, Galina Ulanova, Alicia Markova, Beryl Goldwyn, Antoinette Sibley, Margot Fonteyn e Natalia Markarova.

Giselle - Royal Ballet

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Quebra-Nozes {sinopse}

Ato I
     O ballet conta uma história em que a fantasia e magia, típicas do romantismo, contam as aventuras de um quebra-nozes de aparência humana, vestido como um soldado, mas que tem as pernas e a cabeça de tamanho desmensurado.
     A protagonista, Clara, gostava tanto da sua aparência que o pediu como presente de Natal ao seu padrinho. Assim, o padrinho Herr Drosslmeyer, fabricante de relógios, disse: "Era precisamente para ti". Logo em seguida, Clara experimenta-o e vê que ele quebra as nozes sempre sem perder o seu sorriso e também com grande eficácia. Seu irmão Fritz, que tinha visto o funcionamento do quebra-nozes, também quis usá-lo, mas escolhe as nozes maiores que havia no cesto. Então, o quebra-nozes, sendo usado grosseiramente pelo irmão dela, acaba tendo um de seus braços quebrados.
     Diante das reclamações da pobre Clara, seu pai, o juiz Stahlbaun, entrega à filha o seu quebra-nozes como propriedade exclusiva, tendo Fritz que sair para brincar com os seus brinquedos.
     Logo em seguida, Clara pega no chão o braço de quebra-nozes e o consola, abraçando-o até que ele durma, e ela mesma também acaba dormindo.
     Clara então sonha que volta ao esconderijo onde havia colocado o seu quebra-nozes, mas encontra o salão cheio de ratazanas enormes que o seu padrinho Dosselmeyer criou. A casa desapareceu e no lugar onde ficavam os móveis estavam árvores gigantescas.
     Não foi só isso que mudou: o Quebra-Nozes de Clara agora é um soldado de carne e osso e que tem às suas ordens um pelotão de soldados como ele.
     Começa uma batalha entre as ratazanas e o pelotão do Quebra-Nozes. Jogando enormes sapatos até às ratazanas, os soldados vencem a batalha, e com isso o rei das ratazanas e seu exército fogem rapidamente.
     O bosque se transforma numa linda estufa de inverno e o Quebra-Nozes transforma-se num lindo príncipe, que leva Clara até o Reino das Neves, onde a apresenta ao rei e à rainha. Fim do 1º Ato.

Ato II
     Clara e o príncipe Quebra-Nozes despedem-se e seguem para o Reino dos Doces pelo Caminho da Limonada, onde pastéis de todos os reinos do mundo dançam com os dois.
     Depois desse sonho tão mágico e fantástico, Clara acorda e percebe que havia sonhado, e fica triste por isso. Assim, vai se despedir do padrinho mago, que tinha ido para casa na companhia do sobrinho. Então, para surpresa de Clara, o tal sobrinho é na verdade o príncipe Quebra-Nozes. Assim acaba o 2º Ato.


O Quebra-Nozes

O Quebra-Nozes é um dos três balés que Tchaikovsky compôs. Foi estreado em 17 de dezembro de 1892 no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, então a capital da Rússia Imperial. Baseia-se na versão de Alexandre Dumas, pai de um conto infantil de E. T. A. Hoffmann, O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos. Devido à sua temática, é tradicionalmente encenado na época natalina.


Desculpa e Tumblr

Bom, eu sei que fiquei mais de um mês sem postar nada mas eu prometo que isso não vai mais acontecer, mas é que meu notebook tava quebrado e só mandaram pra arrumar semana passada! Mas enfim, eu vim aqui falar pra vocês me seguirem no Tumblr (caso vocês tenham um): http://www.im-a-dancer-not-a-human.tumblr.com e pra vocês me ajudarem a divulgar não só o Tumblr mas o Blog também. Conto com a ajuda de vocês <3

Beijooos.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lago dos Cisnes {sinopse}

Ato I
No castelo realiza-se com toda a pompa o aniversário do príncipe Siegfried. A rainha-mãe oferece ao filho como presente um Baile e pede-lhe que, no dia seguinte, escolha uma esposa entre as convidadas da festa. Quando os convidados saem do castelo, um grupo de cisnes brancos passa perto do local. Enfeitiçado pela beleza das aves, o príncipe decide caçá-las.

Ato II
O lago do bosque e as suas margens pertencem ao reino do mago Rothbart, que domina a princesa Odette e todo o seu séquito sob a forma de uma ave de rapina. Rothbart transformou Odette e as suas donzelas em cisnes, e só à noite lhes permite recuperarem a aparência humana. A princesa só poderá ser liberta por um homem que a ame. Siegfried, louco de paixão pela princesa das cisnes, jura que será ele a quebrar o feitiço do mago.

Ato III
Na corte da Rainha aparece um nobre cavalheiro e sua filha. O príncipe julga reconhecer na filha do cavalheiro a sua amada Odette, mas, na realidade, os dois personagens são o mago Rothbart e sua filha, Odile. A dança com o cisne negro decide a sorte do príncipe e da sua amada Odette: enfeitiçado por Odile, Siegfried proclama que escolheu Odile como sua bela futura esposa, quebrando assim o juramento feito a Odette

Ato IV
Os cisnes brancos tentam em vão consolar a sua princesa. Odette, destroçada pela decisão do príncipe, aceita a sua má sorte. Nesse momento surge o príncipe Siegfried que explica à donzela como o mago Rothbart e a feiticeira Odile o enganaram. Odette perdoa o príncipe e os dois renovam os votos de amor um pelo o outro. Nesse momento aparece o mago Rothbart e tenta matar Odette.O príncipe corta as asas de Rothbart fazendo com que ele perca seus poderes.O príncipe, tendo renovado seus votos de amor se casa com Odette





Lago dos Cisnes {personagens}

* Príncipe Siegfried
* Odette
* A Rainha
* Mago Rothbart (caracterizado por grandes asas)
* Feiticeira Odile
* Donzelas
* Convidados


Lago dos Cisnes {Swan Lake}

O Lago dos Cisnes (em russo: Лебединое Озеро, Lebedinoye Ozero) é um balé dramático em quatro atos do compositor russo Tchaikovsky e com o libreto de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer. A sua estreia ocorreu no Teatro Bolshoi em Moscovo no dia 20 de fevereiro de 1877, sendo um fracasso não por causa da música, mas sim pela má interpretação da orquestra e dos bailarinos, assim como a coreografia e a cenografia. O balé foi encomendado pelo Teatro Bolshoi em 1876 e o compositor começou logo a escrevê-lo.

Anna Sobeshchanskaya como Odette na primeira montagem (1877).






















quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ballet {lista balé de repertório}

Essa é uma lista dos mais famosos balés de repertório:
* Copéllia
* Don Quixote
* La Fille Mal Gardée
* A Bela Adormecida
* La Shylphide
* La Bayadère
* Sylvia
* Paquita
* O Pássaro de Fogo
* Chamas de Paris
* Talismã do Tinhoso
* O Corsário
* A Filha do Faraó
* Fairy Doll
* Petrochka
* A Bela e a Fera


Quebra Nozes - Ballet Bolshoi

Ballet {repertório}

Balé de repertório, em francês Ballet d'action, é o tipo de ballet que contém uma história dentro dele, que é representada através das danças. O balé de repertório precisa contar com um número razoável de bailarinos e coreografias para ser executado. É um conjunto de coreografias querendo contar uma história. Tem um conjunto de passos que deve ser seguido, minuciosamente (apesar de às vezes, o coreografo fazer adaptações, que sempre devem ser citadas). Os mais conhecidos são: O Quebra Nozes, O Lago dos Cisnes, Giselle, Copéllia, Pássaro de Fogo, Esmeralda, Dom Quixote, etc...

Os balés de repertório, contam uma história usando a dança, a música e a mímica. Foram montados e encenados durante o século XIX, e até hoje são remontados com as mesmas músicas e suas coreografias de origem, baseados no estilo da escola que vai apresentá-lo. Seguem tradicionalmente sua criação. No palco se apresentam os grandes bailarinos, o corpo de baiobs: normalmente as sequências de passos não podem ser mudadas. Exemplo: se a cena 1, tem um adágio, não se pode retirar para colocar um alegro.

São obras montadas antes do século XX que são patrimônio da humanidade.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Tutu {como guardar e conservar}

Enquanto tutus românticos e saias são geralmente transportados em sacos de roupa normal, o tutu clássico panqueca; requer uma bolsa especial para proteção durante o transporte. Se você dobrar seu tutu, seria realmente arruinar com a sua forma e aparência. Use bolsas como esta abaixo:

Tutu {tutu balanchine/karinska}

Essa forma de tutu é similar aos estilos sino e panqueca, exceto que não são utilizados aros e há menos camadas de panos. A saia é levemente pregada para dar uma aparência mais suave, mais cheia.


Tutu {tutu romântico}

O tutu formato sino 3/4 de comprimento em forma de saia de tule montado num corpete e, por vezes, usam mangas, disse ter sido inventado, ou pelo menos popularizado, por Marie Taglioni. O tutu romântico salienta a leveza e a qualidade etérea dos balés românticos, como "Giselle" ou "Les Sylphides". A saia cai entre os joelhos e os tornozelos. 


Tutu {tutu clássico sino}

Uma saia curta e rígida, feita com camadas de pano com uma ligeira forma de sino montado num corpete. Ele se estende para o exterior a partir dos quadris e não usa arame. Geralmente, é mais usado do que o tutu clássico panqueca.


Tutu {tutu clássico panqueca}

Uma saia curta e rígida, feitas com uma camada de pano que se estende para fora do quadril, montada em um corpete. O estilo panqueca possui muitas camadas de tule e usa um arco de arame para manter as camadas planas e duras.



Ballet {moderno}

O balé moderno foi pioneiro ao romper as regras clássicas e introduzir novas ideologias na dança.

Nesse período da história da dança, o que vai separar o clássico do moderno não é simplesmente a técnica, mas também, o pensamento que norteou sua elaboração.

Nos Estados Unidos e na Europa apareceram novos modos de dançar bastante diferentes da tradição clássica em relação aos espaços utilizados, concepção de dança e movimentos do corpo.

O embrião da dança moderna é tradicionalmente associado à estadunidense Isadora Duncan (1878-1927), mas na realidade ela nasce quase que simultaneamente em dois países: Estados Unidos, não somente com Isadora, mas também com Loïe Fuller (1862-1928) e Ruth St. Denis (1877-1968), e na Alemanha, com Rudolf Laban (1879-1958) e Mary Wigman (1886-1973).

Duncan e Fuller fizeram sucesso principalmente na Europa. Ruth St Denis e seu companheiro Ted Shawn (1891-1972) criam uma escola de dança na qual se formaram os primeiros grandes mestres da dança moderna nos Estados Unidos.

Mary Wigman representa um movimento coreográfico expressionista que surgiu na Alemanha dos anos 1920. Muitos modernos mantiveram as estruturas formais estabelecidas pelo balé clássico, porém alguns foram em direção a uma técnica de dança mais livre, ou seja, não seguindo uma determinada técnica e conquistando maior liberdade para a escolha dos movimentos. Eles estavam mais abertos às sugestões de um mundo em mudança e às descobertas da arte de seu tempo.


Tutu {história}

Em 1832 Marie Taglioni imortalizou este tipo de roupa: tratava-se de um corpete apertado e uma saia de várias camadas, que se alonga quase até o tornozelo, também chamado de Tutu Romântico, e quando é curto chama-se Tutu Italiano.

A primeira apresentação da peça "As Sílfides" esta vestimenta passou a ser a norma de excelência das bailarinas.

Mais tarde, o Tutu Romântico, branco e longo, marcados por bailarinos em "Giselle", "Las Bayaderas", passou a ser utilizado como padrão. 

O Tutu Romântico, ou Italiano, é uma sobreposição de saias curtas e rígidas, em forma de pétalas ao redor do quadril da bailarina e deixando expostas as pernas, geralmente é um conjunto de saiotes brancos, embora haja uma variedade colorida e brilhante.

O tutu (pronuncia-se "titi" ou too-too) é uma parte do vestuário do ballet, são roupas usadas pelas bailarinas. Quando apareceu, em 1820, não foi referenciado como tutu. Esse nome foi dado a partir de 1881.

domingo, 29 de junho de 2014

Ballet {neoclássico}

O Balé Neoclássico é um estilo de balé que usa o vocabulário do Ballet Clássico, mas é menos rígido. Os dançarinos se submetem a ritmos mais extremos e realizam os passos em uma forma com mais técnicas. O espaçamento nesse gênero de balé é mais moderno ou complexo do que no balé clássico. Embora a organização no balé neoclássico seja mais variada, é a ênfase na estrutura que o caracteriza.

Tim Scholl, autor do livro From Petipa to Balanchine, considera o ballet "Apollo", de George Balanchine, apresentado em 1928, como o primeiro Ballet Neoclássico.


Ballet {romântico}

O Balé Romântico é definido inicialmente como um balé mais suave o com conotação romântica, um movimento ligado a arte e literatura dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Balé. O Balé Romântico buscava através da técnica a expressão, a fluidez do corpo e do movimento. Temos como características dele a idealização do amor, a elevação do espírito, a divisão entre vivos vs. espíritos. No Balé Romântico encontramos a mulher idealizada, etérea, inacessível, inalcançável. Usavam a sa.patilha de ponta como instrumento técnico que deixava a mulher mais leve e mais expressiva. Tinha cenários sombrios e camponeses idealizados. A grande parte dos balés românticos era composta por dois atos, um em um mundo real e o outro no mundo espiritual que se chamava ato branco.

Este tipo de dança tornou-se notório na época devido a movimentos literários romântico que acontecia em boa parte da Europa na primeira metade do século XIV. Os balés que seguem a linha do romântico pregam a magia e a delicadeza. Nesses balés se usavam os chamados tutus românticos, que são mais longas que o tutu prato.

O auge do balé no século XV foi em um evento organizado por Balthasar del Beaujoyeulx chamado Ballet Comique De La Reine que durava cinco horas e tinha carros alegóricos. Luís XIV criou as duas escolas: a de Ballet e a de Música que tinha como diretor Jean Baptiste Lully. Jean Baptiste em cartas sobre dança propunha que a dança poderia sozinha fazer a função de todas as outras artes, e foi ele quem organizou as cinco posições do balé.

O vídeo ao lado é "Giselle" - que foi originalmente criado em 1841 e ele é um símbolo de romantismo. Coreografia de Jean Coralli e Jules Perrot, Balleto in dua athidi, música de Adolphe Adam o o autor do roteiro é Théophile Gautier. Mostra como temática o amor e tem uma idealização de camponeses. Usando pontas tem gestos de sofrimento amoroso e expressividade no rosto. Usam o tutu romântico e contém o ato branco. Apresenta a disputa do príncipe e dos guardas. Giselle é encontrada como a mulher inalcançável.

Ballet {contemporâneo}

O balé contemporâneo é uma forma de dança influenciada pelo balé clássico e pela dança moderna. Utiliza a técnica e o trabalho nas pontas dos pés vindos do balé clássico. Este tipo de dança permite uma maior amplitude de movimentos que não são comuns nas escolas tradicionais de balé. Muitos de seus conceitos vêm de ideias e inovações ocorridas na dança moderna do século XX.

Ariadna Georgia é frequentemente considerada como tendo sido o pioneiro do balé contemporâneo, através do desenvolvimento do balé neoclássico, que é importante para a evolução do corpo humano.


Ballet {clássico}

O Balé Clássico é o mais metódico dentre todos os estilos de balé e também é o que mais adere às técnicas de balé tradicionais. Existem algumas variações em relação à área de origem deste gênero, entre elas, o balé russo, francês, italiano e dinamarquês. Entretanto, nos últimos dois séculos, a maioria dos fundamentos do balé é baseado nos ensinamentos de Blasis.

Os estilos mais conhecidos de balé são o Método Russo, o Método Italiano, o Método Dinamarquês, o Método Balanchine ou Método New York City Ballet e os Métodos Royal Academy of Dance e Royal Ballet School, derivados do Método Cecchetti.

As primeiras sapatilhas de balé tinham as pontas terrivelmente pesadas para permitir que a bailarina ficasse na ponta dos pés facilmente e aparentasse leveza. Mais tarde ela foi convertida na atual constituição, onde uma "caixa" abriga a ponta dos pés da bailarina e lhe dá suporte para manter o equilíbrio.


sábado, 28 de junho de 2014

Ballet {história}

O balé surgiu no século XV, durante a Renascença, nas cortes italianas, embora seu desenvolvimento maior nas cortes francesas, no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, fato que refletiu diretamente no vocabulário do balé. Apesar das grandes reformas de Noverre no século XVIII, o balé entrou em declínio na França depois de 1830. Entretanto ele continuou a ser aperfeiçoado na Dinamarca, Itália e Rússia.

Às vésperas da Primeira Guerra Mundial este gênero de dança foi reintroduzido na Europa Ocidental por uma empresa russa: a Ballets Russes de Sergei Diaghilev, que veio a ser influente em todo o mundo. A companhia de Diaghilev se tornou o destino de muitos dos bailarinos russos treinados que fugiam da fome e da agitação que se seguiu à Revolução Bolchevique. Estes bailarinos trouxeram muitas das inovações coreográficas e estilísticas que tinha florescido com os czares de volta ao seu lugar de origem.

No século XX, o balé começou a se desenvolver e teve uma forte influência sobre a dança de concerto. Por exemplo, nos Estados Unidos, o coreógrafo George Balanchine desenvolveu o que hoje é conhecido como Balé Neoclássico. Os desenvolvimentos posteriores mais conhecidos incluem Balé Contemporâneo e Balé Pós-Estrutural, visto no trabalho de William Forsythe, na Alemanha.


Ballet {etimologia}

A palavra Balé vem do inglês "ballet" que por sua vez foi pega emprestada do francês por volta de 1630. A palavra francesa tem sua origem  na palavra italiana "balleto", diminutivo de ballo (dança), que vem do latim "ballare", que significa dançar, e que por sua vez vem do grego "ballizo", que significa "dançar, saltar sobre".


Ballet {o que é}

Balé (do francês Ballet) é o nome dado a um estilo de dança que se originou nas cortes da Itália renascentista durante o século XV, e que se desenvolveu ainda mais na Inglaterra, Rússia e França como uma forma de dança de concerto. As primeiras apresentações diante da plateia eram feitas com o público sentado em camadas ou galerias, disposto em três lados da pista de dança. Elas são realizadas principalmente com o acompanhamento de música clássica.

O Balé é um tipo de dança influente a nível mundial que possui uma forma altamente técnica e um vocabulário próprio. Este gênero de dança é muito difícil de dominar e requer muita prática. Ele é ensaiado em escolas próprias em todo o mundo, que usam suas próprias culturas e sociedades para informar esse tipo de arte. As diferentes técnicas do Balé, entre elas mímica e atuação, são coreografadas e realizadas por artistas formados e também acompanhadas por arranjos musicais (geralmente orquestra, ocasionalmente, vocal). É um estilo equilibrado de dança que incorpora as técnicas fundamentais para muitas outras formas de dança. A sua forma mais conhecida é o Balé Romântico ou "Ballet Blanc", que valoriza a bailarina em detrimento de qualquer outro elemento, focando no trabalho de pontas, fluidez e movimentos acrobáticos precisos. Esta forma utiliza como o figurino convencional tutu francês de cor branca.

Atualmente existem várias outras modalidades de Balé, entre elas: Balé Expressionista, Neoclássico e modalidades que incorporam elementos da dança moderna.

Os princípios básicos do Ballet são: postura ereta, uso do en dehors (rotação externa dos membros inferiores), movimentos circulares dos membros superiores, verticalidade corporal, disciplina, leveza, harmonia e simetria.